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Maria Júlia Coutinho

Intelectuais

Maria Júlia Coutinho

Jornalista, Apresentadora e Meteorologista Brasileira

Maju Coutinho é uma jornalista, apresentadora e meteorologista brasileira. Foi a primeira mulher negra a apresentar o Jornal Nacional da TV Globo. Com carisma, competência e representatividade, Maju se destaca na comunicação e inspira milhares de meninas negras a sonharem com a TV e o jornalismo.

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Maria Júlia dos Santos Coutinho Moura, conhecida como Maju Coutinho (São Paulo, 10 de agosto de 1978), é uma jornalista, apresentadora, comentarista, radialista e repórter brasileira. Desde 21 de novembro de 2021, é apresentadora do Fantástico.

Carreira

Maju formou-se em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero em 2002 e foi estagiária da Fundação Padre Anchieta, onde passou por vários cargos até chegar a repórter.[2][3][4]

Em 2005, passou a apresentar o Jornal da Cultura ao lado de Heródoto Barbeiro. Depois, foi transferida para o telejornal Cultura Meio-Dia, que apresentou com Laila Dawa e Vladir Lemos. Em 2007, foi para a Rede Globo onde, inicialmente, retornou às reportagens. Em 2013, Maria Júlia obteve êxito como apresentadora de meteorologia e passou a ser a titular do posto apresentando eventualmente as previsões climáticas do Jornal Hoje e do Jornal Nacional.[5] Também cobriu as previsões do tempo do Hora Um da Notícia e Bom Dia Brasil, sendo substituída por Izabella Camargo.

Em abril de 2015, foi deslocada para a apresentação ao vivo da previsão do tempo do Jornal Nacional.[6] Em 2015, passou a fazer parte do rodízio de apresentadores do SPTV.[7] Em janeiro de 2016, foi eleita pela equipe do jornal O Globo a personalidade do ano na categoria Segundo Caderno/+TV.[8] Em março de 2016, recebeu o prêmio Faz Diferença.[9]

Em 10 de junho de 2017, assumiu a apresentação eventual do Jornal Hoje,[10] função que ocupou até 2019. Em 2018, passou a fazer parte do elenco do programa Saia Justa, na GNT.[11] Também é apresentadora do Papo de Almoço da Rádio Globo, às quintas-feiras.[12]

Em 16 de fevereiro de 2019, tornou-se a primeira mulher negra a fazer parte de forma fixa do corpo jornalístico do Jornal Nacional.[12] Em junho de 2019, foi anunciada como apresentadora eventual do Fantástico.[13] A estreia da jornalista à frente do programa ocorreu em 4 de agosto em cobertura das férias da apresentadora fixa do semanário, Poliana Abritta.

Em 6 de setembro de 2019, despediu-se da previsão do tempo do Jornal Nacional e SP2,[14] para apresentar o Jornal Hoje.[15]

Durante a edição do Fantástico de 10 de outubro de 2021, Maju anunciou que iria deixar o Jornal Hoje para assumir a apresentação da revista eletrônica dominical, ao lado de Poliana Abritta, substituindo Tadeu Schmidt, que iria assumir o BBB.[16]

Rádio

AnoTítuloFunçãoEmissora2018Papo de Almoço Apresentadora Rádio Globo

Vida pessoal

Maju é casada desde 2010 com o publicitário Agostinho Paulo Moura. Em entrevistas revelou gostar de crianças, mas que nunca sentiu vontade de ter um filho. Revelou ter sido apoiada pelo marido em sua decisão.[19]

Ancestralidade

Em 2021, submeteu-se a exame de DNA para descobrir sua ancestralidade. O teste revelou que 73,4% da sua origem é do continente africano, 22,7% do continente europeu e 3,9% da América Central. No continente africano, constam Angola (19,8%), Norte de África (18,7%), Benim (18,3%), Uganda (7,6%), Costa do Marfim (5,4%) e Camarões (3,5%). De acordo com o procedimento realizado, Coutinho possui 14,1% de ascendência francesa, 4,9% de origem turca e 3,7% de ancestralidade russa. O percentual da América Central não foi especificado.[20][21]

Controvérsias

Ataques racistas

Em 3 de julho de 2015, Maju Coutinho foi alvo de comentários racistas na página oficial do Jornal Nacional no facebook, que provocaram repulsa em grande parte da população do país. A hashtag: #SomostodosMaju teve ampla repercussão nas redes sociais e o caso foi pauta no Jornal Nacional pelos âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos, com a presença de Maju, que comentou o caso.[22]

"Os preconceituosos ladram, mas a caravana passa"[23]

Em março de 2020, dois homens foram condenados por racismo e injúria racial à jornalista utilizando perfis falsos, além de corrupção de menores pela indução três adolescentes a praticarem o mesmo crime. As penas de cada um foram de cinco e seis anos de reclusão em regime semiaberto, além de multa. Os condenados poderiam recorrer da decisão em liberdade.[24]

A condenação dos autores dos ataques à [sic] Maju Coutinho, sobretudo do líder da gangue virtual de mais de dez mil membros, é uma demonstração de que a internet não é um oceano de impunidade por onde navegam racistas e outros criminosos virtuais. Mesmo os que se escondem atrás de nicknames e de perfis falsos (fakes), como no caso, podem ser alcançados pela polícia, pelo Ministério Público e pela Justiça Criminal.

— Declaração de um dos promotores do caso.[24]

Opinião sobre isolamento social na pandemia

Na edição de 16 de março de 2021 do Jornal Hoje, Coutinho foi alvo de críticas por ter dado uma opinião, defendendo o isolamento social devido à Pandemia de COVID-19.

Os especialistas são unânimes em dizer que essas são medidas indispensáveis agora para conter a circulação do vírus. O choro é livre, não dá para a gente reclamar, é isso que tem.

Por esse comentário, a jornalista foi alvo de críticas por defender o isolamento, por exemplo com comentários que Maju Coutinho, ao afirmar que "o choro é livre", estaria mostrando sua indiferença pelos pais de família mais humildes que nem estavam conseguindo sustentar a família.[25][26]

Dois dias depois, Maju pediu desculpas ao vivo no próprio telejornal.[27]

Eu quis dizer que, por mais amargas que sejam as medidas de isolamento, elas são necessárias para evitar o colapso do sistema de saúde. Mas eu também entendo perfeitamente a dor dos pequenos e médios empresários que são obrigados a manter os negócios fechados.

Artes sobre Maria Júlia Coutinho

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