
Intelectuais
Luís Lázaro Sacramento de Araújo Ramos
Ator, Diretor, Escritor e Apresentador
Ator, diretor, escritor e apresentador, e referência na televisão, no cinema e no teatro, além de atuar em projetos voltados à educação e à valorização da diversidade.
Luís Lázaro Sacramento de Araújo Ramos OMC (Salvador, 1 de novembro de 1978) é um ator, diretor e escritor brasileiro. Sua carreira iniciou em 1994 no grupo Olodum, onde fez inúmeras peças, e mais tarde tornou-se amplamente influente no cinema, televisão e na cultura contemporânea no Brasil. Os prêmios de Ramos incluem um Prêmio Grande Otelo, dois Prêmios APCA, três Prêmios Guarani e quatro Prêmios Qualidade Brasil, bem como três troféus do importante Festival de Gramado.
A carreira de Ramos começou em produções teatrais do Bando de Teatro Olodum, em Salvador, ainda na década de 1990 quando era adolescente.[2] No entanto, ganhou projeção com a montagem teatral A Máquina (2000) e aclamação no filme Madame Satã (2002), no papel do transformista João Francisco dos Santos, pelo qual recebeu os importantes Prêmio Grande Otelo, Prêmio APCA e Prêmio Guarani de Cinema, todos como Melhor Ator. A partir daí, passou a destacar em produções de sucesso como O Homem que Copiava (2003), Meu Tio Matou um Cara (2004), Cidade Baixa (2005), Ó Paí, Ó (2007), O Vendedor de Passados (2015), Tudo Que Aprendemos Juntos (2015), Mundo Cão (2016), O Beijo no Asfalto (2018), O Silêncio da Chuva (2021), O Primeiro Natal do Mundo (2023) e Velhos Bandidos (2026).
Na televisão, foi, durante os anos de 2002 a 2003, um dos correspondentes do dominical Fantástico, até começar a se destacar como um dos protagonistas da série Sexo Frágil (2003–04). No entanto, foi em 2006, que Lázaro ganhou projeção nacional, ao interpretar o malandro Foguinho, um dos personagens principais da novela Cobras & Lagartos, trabalho que lhe rendeu vários prêmios e elogios, incluindo uma indicação ao Emmy Internacional de melhor ator no ano de 2007.[3] A partir daí, destacou-se em outros trabalhos televisivos, como as novelas Duas Caras (2007)[4], Lado a Lado (2012), Geração Brasil (2014), Elas por Elas (2023) e A Nobreza do Amor (2026)[5], as séries Ó Paí, Ó (2008–2009) e Mister Brau (2015-2018), e na apresentação de programas como Espelho (2006–2021) no Canal Brasil, Lazinho com Você (2017) e Os Melhores Anos das Nossas Vidas (2018), ambos na TV Globo.
Na parte técnica, dirigiu diversos episódios do Espelho e documentários como Zózimo Bulbul (2006) e Bando, um Filme De (2018), além do premiado longa-metragem Medida Provisória (2022), a qual também escreveu e pelo qual ganhou um prêmio de melhor diretor no Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa. Ele também escreveu diversos livros, como os infantis A Velha Sentada (2010) e Caderno de rimas do João (2015), além do autobiográfico Na Minha Pele (2017).
Primeiros anos
Começou a estudar teatro na escola e logo aos 10 anos de idade já fazia pequenos trabalhos no teatro com o nome artístico: Lula Somar (nome formado das duas primeiras letras do seu nome composto "Lu" de Luís,"La" de Lázaro e "Somar" do sobrenome "Ramos", só que ao contrário).[6] Quem contou a curiosidade do nome Lula Somar foi o próprio ator, durante entrevista no Programa do Jô, exibida no dia 4 de agosto de 2016 pela TV Globo.[7]
Aos 15 anos entrou para o Bando de Teatro Olodum, dirigido por Marcio Meirelles e formado por atores negros, em Salvador. Enquanto dava seus primeiros passos para iniciar sua carreira, Lázaro Ramos trabalhou como técnico de laboratório de análises clínicas. Ele estudou Patologia no colegial técnico em Salvador. Nessa época sua mãe foi acometida por uma doença degenerativa. Lázaro, sendo filho único, ajudava a pagar as contas de casa.[8]
Carreira
Ascensão cinematográfica (1994—2003)
Ramos fez uma participação especial na peça A Bruxinha que Era Boa, de Maria Clara Machado, quando tinha apenas doze anos num teatro itinerante que estava em Salvador, substituindo seu primo. Lázaro não tinha noção do que era atuar. Aos quinze anos, decidiu ser ator. Em 1994, entrou para o Bando de Teatro Olodum, atuando na peça Bai, Bai Pelô. No cinema, fez uma figuração com o bando no filme Jenipapo, em 1995, dirigido por Monique Gardenberg. Permaneceu no grupo durante os anos finais da década de 1990, participando de inúmeras montagens teatrais. Seu primeiro personagem no cinema foi na comédia Cinderela Baiana, em 1998, dirigido por Conrado Sanchez e estrelado por Carla Perez, que recebeu inúmeras críticas negativas em sua estreia. Apesar da péssima repercussão, o filme trouxe para Lázaro dinheiro para lhe manter enquanto estudava.[9]
Em 2000, atuou com Murilo Benício e Penélope Cruz no filme de comédia internacional Woman on Top, dirigido pela venezuelana Fina Torres, onde interpretou Max.[10] Foi também em 2000 que ele estrelou com Gustavo Falcão, Vladimir Brichta e Wagner Moura a peça de sucesso A Máquina, de João Falcão, onde o quarteto interpretava e dividia o personagem principal Antônio. A peça foi responsável por lançar os quatro atores para a fama nacional e os projetarem para novos trabalhos.[11] Em 2002, fez uma participação no filme de drama As Três Marias, de Aluizio Abranches, como Catrevagem.[12] Foi também em 2002 que fez sua estreia na televisão na minissérie Pastores da Noite, baseada na obra de Jorge Amado e ambientada em Salvador, onde interpretou um dos quatro protagonistas amigos e boêmios, Massu.[13] Posteriormente, na televisão, fez participações especiais em programas humorísticos da TV Globo, como A Grande Família e Carga Pesada. Apresentou diversos quadros no dominical Fantástico, como "O Homem Objeto", "Instinto Humano", "Os Sete Pecados Capitais", "O Curioso" e "R1", este último, apenas como locutor sobre a rotina dos médicos residentes no Hospital das Clinicas em São Paulo.[14]
O primeiro protagonista da carreira veio com o elogiado drama biográfico Madame Satã, dirigido por Karim Aïnouz, interpretando o controverso transformista João Francisco dos Santos, conhecido pelo nome de Madame Satã e por seus crimes nas noites cariocas. Por esse trabalho, recebeu sua primeira aclamação da crítica e saiu-se vencedor como Melhor Ator em diversas premiações e festivais de cinema ao redor do mundo, incluindo o Prêmio Grande Otelo, Prêmio APCA e o Prêmio Guarani de Cinema.[15][16] No ano seguinte, em 2003, ao lado de Wagner Moura, Bruno Garcia e Lúcio Mauro Filho, protagoniza a série de comédia Sexo Frágil, cujo enredo gira entorno de quatro homens jovens expondo suas fragilidades e o seu comportamento diante das mulheres. Todos os protagonistas interpretavam papéis masculinos e femininos. Ramos deu vida aos irmãos Fred e Priscila. A personagem feminina foi trazida do espetáculo Mamãe Não Pode Saber, que ele encenou em 2002. Na trama, além da sua risada peculiar, a personagem se destacava por acreditar ser "extremamente parecida" com a modelo Gisele Bundchen.[17]
Em Carandiru (2003), filme dramático dirigido por Héctor Babenco, interpretou Ezequiel, um dos detentos retratados no filme que contava a história dos ocupantes do então maior presídio da América Latina. Seu personagem gostava de brincar que estava praticando surf dentro da cela. Por esse trabalho, ganhou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Cinema de Cartagena, compartilhado com os demais integrantes masculinos do filme.[18] No mesmo ano, fez uma participação no drama O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca, como Marcão,[19] e protagonizou o filme O Homem que Copiava, comédia dramática de Jorge Furtado, onde interpretou André, um tímido operador de fotocópia que passa a produzir cédulas de dinheiro falsas.[20]
Ator consolidado (2004—2010)
No ano de 2004, apareceu em mais dois filmes. Em Nina, de Heitor Dhalia, fez uma participação especial interpretando um pintor que compõe o cenário urbano do filme.[21] Ele voltou a ser dirigido por Jorge Furtado no romance policial Meu Tio Matou um Cara, interpretando Éder Fragoso, um homem preso por confessar um assassinato.[22] Em 2005, participou da adaptação cinematográfica de A Máquina, também dirigida por João Falcão, na pele do personagem Doido Cético.[23] Esteve no filme Quanto Vale ou É por Quilo?, de Sérgio Bianchi, numa participação como um sequestrador, que lhe valeu o prêmio de ator coadjuvante no Cine Ceará.[24] Protagonizou o filme dramático Cafundó, dirigido por Paulo Betti, como João de Camargo, um ex-escravo que se tornou um líder religioso no Brasil. A obra foi apresentada no importante Festival de Gramado, onde ele foi escolhido como Melhor Ator.[25][26] Por fim, ao lado de Wagner Moura e Alice Braga, foi um dos protagonistas do drama Cidade Baixa, de Sérgio Machado, que acompanha a história de dois amigos que se apaixonam pela mesma mulher e têm a amizade estremecida por esse sentimento em comum.[27]
Em 2006, o ator ganhou maior projeção ao interpretar o malandro Foguinho, um dos personagens principais da novela Cobras & Lagartos, de João Emanuel Carneiro, trabalho que lhe rendeu diversos elogios da crítica e o tornou conhecido pelo grande público. O personagem ganhou destaque por seu carisma e suas atitudes controversas, além da parceria em cena com Taís Araújo no papel de Ellen. Por esse trabalho, recebeu uma indicação ao Emmy Internacional de Melhor Ator, e ganhou o Prêmio APCA de Melhor Ator de Televisão.[28][29] O ano de 2006 também marcou a estreia de seu programa semanal Espelho, onde Lázaro é apresentador promovendo o encontro com diversas personalidades, no Canal Brasil, discutindo temas pertinentes ao cotidiano brasileiro.[30]
Em 2007, na novela Duas Caras, viveu Evilásio Caó, envolvido em um triângulo amoroso com Solange e Júlia, interpretadas respectivamente por Sheron Menezes e Débora Falabella. O personagem é mocinho da novela e discutiu o preconceito racial por meio da relação dele com uma mulher branca e rica.[31] Ainda no mesmo ano, estrelou o filme Ó Paí, Ó, ao lado novamente de Wagner Moura, onde seu personagem Roque era um "herói popular" aspirante a cantor. No filme, ele canta as músicas: "Protesto do Olodum", "Canto do Mundo", "Sonho Aventureiro" e "Vem Meu Amor". No ano seguinte resultou em uma série homônima exibida na TV Globo, que também já tinha sido peça teatral.[32] Foi considerado pela Revista IstoÉ um dos 100 brasileiros mais influentes de 2007.[33] Também em 2007, aparece como o diretor de vídeo Zico na aclamada comédia Saneamento Básico, o Filme, de Jorge Furtado.[34] Em 2009, voltou a trabalhar com o diretor Jorge Furtado na minissérie Decamerão: A Comédia do Sexo, onde interpretou o monge Masetto.[35] Em julho de 2009, foi nomeado embaixador do UNICEF.[36] Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009 e foi o apresentador da 5ª edição do Prêmio Bravo! Prime de Cultura.[37]
Retorno à teledramaturgia (2011—2018)
Em 2011, retorna à teledramaturgia com uma pequena participação especial como ele mesmo na novela Passione.[38] Em seguida, interpretou André Gurgel em Insensato Coração. Tratava-se de um solteirão convicto que não escondia de ninguém a falta de interesse em se aprofundar em um relacionamento.[39] No cinema, esteve na comédia dramática Amanhã Nunca Mais, de Tadeu Jungle, como Walter, um médico que, enquanto tenta levar um bolo de aniversário para a filha, presencia situações inusitadas no caminho que dificultam sua chegada em casa.[40] Nesse ano, recebe o prêmio Camélia da Liberdade na categoria "Imprensa" em reconhecimento a personalidades que promovem ações de inclusão social de afrodescendentes.[41] Em 2012 viveu o capoeirista Zé Maria, par romântico de Isabel, interpretada por Camila Pitanga, em Lado a Lado. O texto de João Ximenes Braga e Claudia Lage foi vencedor do Emmy Internacional em sua categoria. A novela marcou a estreia do ator em folhetins de época.[42][43] Ainda em 2012, Ramos protagonizou a comédia dramática O Grande Kilapy, dirigida pelo cineasta angolano Zézé Gamboa, interpretando o estudante Joãozinho, um anti-herói na luta pela libertação de Angola e sua descolonização entre a década de 1960 e 1970.[44]
Em 2014, foi escalado para a novela das sete Geração Brasil, onde interpretou o excêntrico Brian Benson, um físico quântico, guru pop e mentor filosófico dos tecnocratas do Vale do Silício.[45] No ano seguinte é escalado pela TV Globo para a cobertura da 87ª cerimônia de entrega do Oscar ao lado de Artur Xexéo e Maria Beltrão.[46] Ainda em 2015, a TV Globo, em parceria com a Unesco, estabeleceu uma nova linguagem para o projeto Criança Esperança. Lázaro Ramos integrou o novo time de mobilizadores do programa, acompanhado pelas atrizes Leandra Leal e Dira Paes e o judoca Flávio Canto.[47] A parceria seguiu no ano de 2016. O ano de 2015 ainda reservou duas estreias no cinema para o ator. Ao lado de Susana Vieira, Otávio Augusto, Roberta Rodrigues e Lúcio Mauro Filho, interpretou o porteiro Geneton na comédia Sorria, Você Está Sendo Filmado, de Daniel Filho.[48] Em seguida, protagoniza o drama Tudo que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado, onde encarna o violinista Laerte, que após uma frustração na carreira se vê obrigado a aceitar um trabalho como professor de música numa comunidade carente.[49]
Em outubro de 2015, ao lado de sua esposa Taís Araújo, estrela o seriado Mister Brau, onde interpretam um casal de cantores de sucesso. A série recebeu elogios por ser a primeira produção brasileira protagonizada por um casal negro e empoderado. Criado por Jorge Furtado e Adriana Falcão, conta sobre a vida superlativa de um astro musical que vive num condomínio conservador na Barra da Tijuca. O texto aborda temas como racismo, feminismo e direitos humanos através do humor. A produção, exibida semanalmente, registrou bons índices de audiência e foi renovada por mais temporadas, encerrando em 2018 com três temporadas.[50][51]
No teatro, dirige e encena ao lado de Taís Araújo o drama O Topo da Montanha, texto da autora nova-iorquina Katori Hall, com tradução de Sílvio de Albuquerque. O espetáculo imagina as últimas horas de vida do líder dos direitos civis norte-americanos Martin Luther King Jr.[52] Em 2016, interpretou seu primeiro vilão no cinema no suspense Mundo Cão, de Marcos Jorge, contracenando com Adriana Esteves e Babu Santana no papel do sanguinário Nenê, um ex-policial que tornou-se rico por seus negócios escusos.[53] Em 2018, foi dirigido por Murilo Benício no filme de drama O Beijo do Asfalto, adaptação do texto de Nelson Rodrigues, onde ele interpretou o protagonista Arandir, um bancário recém-casado que presencia o atropelamento de um homem e, ao socorrer a vítima, atende seu último pedido: um beijo, que gera grande repercussão na imprensa e vira sua vida ao avesso.[54] Ramos foi o narrador do documentário Mussum, um Filme do Cacetis, narrando a trajetória do humorista Mussum.[55] Na televisão, assumiu o posto de apresentador do programa Os Melhores Anos das Nossas Vidas, atração de duelos entre convidados.[56]
Cineasta e trabalhos recentes (2019—presente)
Em 2019, atuou no filme Correndo Atrás, de Jefferson De, interpretando o empresário do ramo de futebol Jerry.[57] No ano seguinte, retorna à televisão com participações nas séries Diário de um Confinado e Amor e Sorte, ambas produzidas pela TV Globo durante a pandemia de COVID-19 e gravadas em casa.[58][59] No cinema, fez uma participação especial no drama M8: Quando a Morte Socorre a Vida, como um motorista de funerária,[60] e esteve no infantil D.P.A. 3: Uma Aventura no Fim do Mundo, interpretando o mago Elergun, dono de uma fábrica de doce de leite cheia de segredos.[61] Em 2021, foi escalado para o elenco da segunda temporada da série Aruanas, interpretando o prefeito Enzo, que se envolve com a ativista ambiental Natalie, vivida por Débora Falabella.[62] No mesmo ano, protagonizou o filme de ação O Silêncio da Chuva, dirigido por Daniel Filho e adaptado do livro homônimo de Luiz Alfredo Garcia-Roza, onde interpretou o detetive Espinosa, responsável pela investigação da morte de um poderoso empresário.[63] Em setembro de 2021, Ramos assinou um contrato de exclusividade, com duração de três anos, com o Amazon Studios, para as produções do Prime Video e projetos de outras áreas da empresa como o Amazon Music e Amazon Alexa.[64]
Em 2022, fez uma participação especial na série médica Sob Pressão no papel de dois irmãos gêmeos que sofrem um acidente no trabalho e a equipe médica discute sobre os protocolos da doação de órgãos entre os irmãos gêmeos.[65] Protagonizou o filme de drama As Verdades, de José Eduardo Belmonte, no papel de um policial no sertão nordestino responsável pela investigação de um assassinato que possui diferentes versões de testemunhas.[66] Ao lado de Paolla Oliveira, estrelou a comédia Papai É Pop, onde interpretam um casal lidando com uma nova rotina de vida após o nascimento da filha.[67] Foi também em 2022 que estreou no cinema o primeiro filme dirigido por Lázaro Ramos, Medida Provisória. O filme conta a história de um Brasil futurista onde o Governo Federal lança uma medida provisória determinando que todos os brasileiros afro-descendentes retornem aos países de seus antepassados, mesmo que contra vontade.[68]
Ramos retornou às telenovelas da TV Globo em 2023 para interpretar o cômico detetive Mário Fofoca na nova versão da novela Elas por Elas, interpretado originalmente por Luis Gustavo na década de 1980.[69] No ano de 2023, protagonizou a sequência Ó Paí, Ó 2, voltando a interpretar o herói popular Roque.[70] No final do ano, estrelou a comédia natalina O Primeiro Natal do Mundo, do Prime Video, ao lado de Ingrid Guimarães, onde eles chefiam uma família que torna-se a única a ter memória do feriado de Natal após um apagão na memória de todos ao redor do mundo, e tentam recriar a data comemorativa.[71] Também com Ingrid Guimarães, estrelou o especial de fim de ano Feliz Ano Novo... De Novo, interpretando vários personagens.[72] Ao lado de Tatiana Tibúrcio, dirigiu a peça O Método Grönholm, recebendo uma indicação ao Prêmio Shell de Melhor Direção. Também dirigiu o longa de comédia romântica Um Ano Inesquecível: Outono, para a Prime Video. Em 2024, protagonizou o episódio "Amor em Tempos de Pets" do seriado de comédia 5x Comédia, no Prime Video, e fez uma participação especial na série Tô Nessa, na TV Globo, como Timbau.[73]
Em 2026, integrou o elenco da terceira temporada da série Os Outros, onde interpretou Roberto, um homem estressado com o cotidiano que, após ser demitido, decide mudar-se da cidade grande para o campo. No entanto, passa a ter conflitos com sua nova vizinha Cibele (Adriana Esteves) na convivência comunitária.[74] Também retorna às telenovelas para viver o grande vilão Jendal em A Nobreza do Amor. Seu personagem é um ditador que trama um golpe de estado no fictício reino de Batanga, tornando-se rei, e é obcecado pela princesa Alika (Duda Santos), obrigando-a a casar-se com ele.[75] Ramos esteve em três filmes em 2026. Ao lado de Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Vladimir Brichta e Bruna Marquezine, atuou na comédia Velhos Bandidos, de Cláudio Torres, como o investigador Oswaldo.[76] Foi dirigido por Allan Deberton no drama Feito Pipa, onde interpreta Batista, um homem que tem uma relação cheia de conflitos com o filho de doze anos.[77] Em Antártida, suspense dirigido por Bruno Safadi, interpretou o Capitão Vicente, membro de uma base brasileira isolada na Antártida que torna-se um dos suspeitos por um assassinato que ocorre no local.[78]
Vida pessoal
Lázaro é casado com a atriz Taís Araújo, mãe de seus dois filhos, João Vicente de Araújo Ramos (nascido em 18 de junho de 2011) e Maria Antônia (nascida em 23 de janeiro de 2015).[79][80] Os dois se conheceram no final de 2004, enquanto Taís ainda era noiva. Após o fim do relacionamento dela, os dois assumiram o namoro e ficaram noivos no ano seguinte. Em 2006, contracenaram juntos pela primeira vez na novela Cobras & Lagartos. Os dois chegaram a se separar em 2008, mas reataram o casamento no final do mesmo ano.[81]
Lázaro Ramos é torcedor do Vitória[82], um ativista dos direitos humanos e de conscientização contra o racismo. É embaixador do UNICEF no Brasil desde julho de 2009. Paralelamente à sua carreira artística, tornou-se uma voz ativa no debate público, destacando-se por sua atuação no enfrentamento ao racismo e na promoção da representatividade negra no audiovisual brasileiro. Seu engajamento em causas sociais e culturais contribuiu para ampliar discussões sobre diversidade e inclusão, consolidando sua relevância não apenas como artista, mas também como agente cultural.Sua trajetória é frequentemente associada à inovação, à pluralidade de atuação e ao compromisso social, sendo considerado uma das figuras mais representativas do cenário artístico brasileiro contemporâneo.
Obras
Filmografia
Ver artigo principal: Filmografia de Lázaro Ramos
Teatro
AnoTítuloPersonagemNota(s)1988A Bruxinha que era boa1994Bai Bai Pelô1995Zumbi Está Vivo e Continua LutandoA Casa Fechada1996Erê pra Toda VidaÓpera de 3 Mirréis1997Cabaré da RaçaLondresOxóssiBacantesEsmeralda a Vampira fetichistaBruxa QuecheTropicália e BananasGilberto Gil1998Cuida Bem de MimÓpera de 3 ReaisUm Tal de Dom QuixoteDom Quixote de Cervantes1999A Exceção e a RegraSonho de uma Noite de Verão2000A Máquina2002Mamãe não Pode SaberA Ver Estrelas2003Homem Objeto2007O Método GrönholmFernando Fontes2011Namíbia, não![83]como diretor2013A Menina Edith e a Velha Sentada2015–presenteO Topo da MontanhaMartin Luther Kingtambém como diretor2016Boquinha… E assim surgiu o mundocomo diretorO Jornal – The Rolling Stone
Bibliografia
A primeira aposta de Lazaro Ramos na literatura infantil foi aos 21 anos, com o título "Paparutas",[84] uma referência a Ilha do Paty, em São Francisco do Conde, cidade de origem de grande parte da sua família. Segundo Lazaro, este livro é muito mais sobre a criança que ele foi e sobre autoestima. Seu segundo livro, "A Velha Sentada", lançado em 2010, versa sobre as relações das crianças com a internet e o poder da imaginação. O livro deu origem a um espetáculo infantil intitulado "A Menina Edith e a Velha Sentada",[85] enredo musicado com 12 canções, que misturam vários estilos e intérpretes, como James Brown, Raul Seixas, Amy Winehouse, Pitty e Cartola, sempre acompanhados de uma banda, além de coreografia e truques circenses. O texto sagra-se vencedor do Prêmio Zilka Salaberry em 2014 na categoria Melhor Diretor para Lázaro Ramos. Em 2015, o texto é novamente reconhecido, desta vez com dois Prêmios CBTIJ de Teatro para Crianças,[86] nas categorias Música Original e Texto Adaptado.
Em seguida, Lázaro Ramos publica pela Editora Pallas o seu segundo livro infantil, “O Caderno de Rimas do João”, baseado em termos curiosos que ouviu de diversas crianças, principalmente seu filho mais velho, João Vicente. Através de rimas, o autor tenta explicar temas complexos como corrupção e dinheiro. Ainda no universo infantil, Lázaro Ramos assina o roteiro e direção do espetáculo “Boquinha… e assim surgiu o mundo”.[87] O texto convida o público a explorar as aventuras de João Vicente numa viagem por diversas culturas que tentam explicar, cada um à sua maneira, a criação do mundo. A história é baseada numa dobradura que o ator fazia para brincar com seus filhos e a partir daí responder seus questionamentos sobre a Terra. Para o ano de 2017, Lázaro Ramos prepara o lançamento de dois novos títulos. O primeiro, “O Coelho Que Queria Mais”, pela Editora Pallas. Recentemente assinou com a Companhia das Letras para a publicação do seu primeiro livro para o público adulto, ainda sem título definido.
Fontes:Lázaro Ramos – Wikipédia, a enciclopédia livre
Artes sobre Luís Lázaro Sacramento de Araújo Ramos
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